O jornalismo construído conforme os modelos ministrados em salas de aula está cada vez mais longe de ser seguido. Ultimamente, devido a uma grande demanda de preceitos políticos e orçamentais que cercam as grandes mídias, muitos jornalistas vêm se omitindo ou encobrindo algumas verdades do público, que tem o direito à informação concreta e de credibilidade.

Os obstáculos que cercam o jornalismo crível estão minuciosamente expostos ao público, porém ainda poucos conseguem ter a visão do que está fundamentado em determinadas mídias.

Essa é a espécie de jornalismo covarde, que se resguarda atrás de políticos, patrocinadores, grandes empresas privadas ou até mesmo estatais, fragilizando o acesso à informação segura.

Um exemplo bem notório dessa grande farsa da mídia pode ser observado semanas atrás em um dos maiores telejornais do Brasil. Enquanto milhares de professores do Paraná e São Paulo marchavam contra a política de educação atualmente demonstrada nos estados (ambos comandados pelo PSDB), resolveu dar-se mais atenção a toda elite paulista e carioca que manifestou o ato da fala da presidente da república batendo panelas.

Não precisa dizer que há um lado político em meio a toda a cobertura demonstrada pelo determinado telejornal.

Outro modelo tem sido demonstrado no caso do escândalo do banco internacional HSBC. Muitas mídias têm se omitido quanto ao caso pelo simples fato de poderem estar colocando em risco a perda de um dos maiores patrocinadores.

E já foi provado que determinadas mídias estão envolvidas no grande processo de superfaturamento do banco em debate.

Caso algum veículo de comunicação favoreça algum outro partido político ou divulgue algum determinado escândalo de algum de seus patrocinadores, pode colocar sua rede orçamentária em crise, já que dependem arduamente de todo o dinheiro que é colocado em caixa pelos macro empresários.

Cabe ao público saber escolher qual veículo é confiável, informando-se mais, procurando fontes confiáveis e credíveis. E claro que cabe a outras mídias estarem dispostas a revelar as verdades ao público, sem nenhuma covardia.