Folkcomunicação: Folclore + Comunicação. Quem aqui tinha ou tem medo da loira do banheiro, de saci-pererê ou da história do lobisomem (até aparecer o Jacob)? Agora, você lembra quem te contou essa história? Desse jeito é realizada a Folkcomunicação. O processo inicia com alguém, que manda a mensagem por meios de comunicação de massa, chega a um líder de opinião, que por sua vez, utiliza canais populares. A partir daí a mensagem é transmitida a grupos marginalizados e o processo recomeça.

O procedimento é simples, todos nós nos comunicamos, mas nem sempre a informação precisa de um veículo midiático para chegar ao outro lado do Estado, ou quem sabe do país. Porém, isso pode ser repensado na era das Redes Sociais, pois diferentes classes têm acesso e as informações podem ser difundidas com mais facilidade, permitindo uma troca de cultura e informação.

São informações carregadas de conteúdo de um povo que não precisa da mídia para compartilhar. Elas podem ser passadas de geração em geração ou em uma conversa no salão de beleza.

São exemplos de manifestações de Folkcomunicação

  • Folhetins
  • Literatura de cordel
  • Frases em para-choque de caminhão
  • Grafite
  • Frases em paredes de banheiro público
  • Santinhos (de orações)
  • Tatuagens

Esse tema foi objeto de pesquisa do primeiro Doutor em comunicação do Brasil, Luiz Beltrão de Andrade Lima, que apresentou sua tese em 1967. Vamos compartilhar Cultura e não deixar que ela morra com a correria do dia a dia. E você, se considera um Folkcomunicador?

Promover o Folclore é tarefa de todos que queiram manter a identidade de um povo.

Professor José Santana, pesquisador folclórico falecido em 1999.