Você já se pegou julgando o cabelo ou as roupas de alguém? E a religião ou pensamento político? Os estigmas sociais são comuns no dia-a-dia das pessoas, e também estão presentes nas abordagens feitas na mídia. O estigma nada mais é que a desaprovação de características ou crenças pessoais que vão contra normas culturais, e frequentemente levam à marginalização. O termo é usado em referência a um atributo profundamente depreciativo.

A imprensa é responsável por promover ou manter determinados tipos de discursos. O jornalismo está inserido em um contexto próprio da sua cultura. Para evitar a construção de estigmas, é necessário apresentar pontos de vistas que não são representados em seus textos (seja do impresso, digital, vídeo ou áudio).

O conceito de estigma é um processo formado socialmente e, de acordo com Erving Goffman (1975), pode ocorrer devido a três circunstâncias. São elas as abominações do corpo, como as diversas deformidades físicas; culpas de caráter individual, como, por exemplo, vontade fraca, desonestidade, crenças falsas; e estigmas tribais de raça, nação e religião, que podem ser transmitidos pela linguagem.

Por exemplo, existe um relacionamento entre os indivíduos de um mesmo grupo, e as mesmas pessoas são previstas e esperadas neste lugar. Não existe nenhuma atenção especial para nenhum outro indivíduo, pois já há uma expectativa sobre os seres que o rodeiam. É como estar em um ônibus lotado e não decorar a feição de nenhuma pessoa. Goffman afirma que o homem cria expectativas normativas, em exigências apresentadas de modo rigoroso.

As preconcepções são ignoradas até que algo seja o suficiente para expor suas exigências. É neste ponto em que é possível perceber como o indivíduo pode fazer afirmações sobre o que o outro deveria ser. Os estigmas possuem identidades reais e virtuais.

Em uma redação ideal, a equipe seria composto por profissionais que vivenciem realidades diferentes, para que assim o jornal esteja apto para traçar as perspectivas existentes sobre determinados fatos/acontecimentos. Depois do ingresso das mulheres no mercado de trabalho, as redações puderam viveram uma revolução, mas, ainda existe alguns empasses para

A identidade real é o conjunto de categorias e atributos que uma pessoa prova ter; e a virtual é o conjunto de categorias e atributos que as pessoas têm para com o estranho que aparece a sua volta, ou seja, são exigências e imputações de caráter, feitas pelos normais (ou não estigmatizados), quanto ao que o estranho deveria ser.

Uma característica pode ser um estigma em uma dada circunstância, quanto pode não ser em outra, especialmente quando há uma discrepância específica entre a identidade social virtual e a identidade social real. O processo de estigmatização não ocorre devido à existência do atributo em si, mas, pela relação contraditória entre os atributos e os estereótipos.

Os estereótipos criados pelos normais caracterizam o processo de estigmatização, criando assim identidades deterioradas por uma ação social, que representam algo mau dentro da sociedade e, por isso, deve ser evitado. Os estigmas variam de acordo com o contexto histórico e/ou cultural, que envolve cultura; os acontecimentos históricos, políticos e econômicos e uma dada situação social. As características culturais e estigmas influenciam na expressão e na aceitação de um discurso como a reavaliação positiva de identidades culturais desrespeitadas tem sido feita na mídia e quais os efeitos desse processo.

Quantos repórteres negros você vê na televisão? E tatuados? E com piercing? E transgêneros? Existe um desafio de possibilitar a sociedade enxergar a realidade do outro dando um ar de pluralidade e estabelecendo novas políticas para a construção da representação.